Definição da população e amostra

A escolha do tipo de amostra a ser utilizado começa com a identificação da população a ser pesquisada. Algumas perguntas nos ajudam a definir: Qual é a população que pretendemos estudar? Temos dados sobre quem são e quantas são as pessoas eu compõem esse conjunto? O tamanho da amostra não determina se ela é de boa ou má qualidade. Tão importante quanto o seu tamanho é a sua representatividade, isto é, o seu grau de similaridade com a população em estudo. As amostras devem ser grandes o suficiente para atender os requisitos de confiabilidade, mas não demasiadamente, de forma que inviabilizem o trabalho em termos de custo e tempo. O tamanho da amostra, portanto, decorre basicamente: do grau de confiança que se quer obter nos resultados; do detalhamento desejado na análise dos resultados; dos recursos disponíveis (tempo e pessoas) para se completar a pesquisa.
Numa pesquisa de opinião, de natureza quantitativa, o objetivo é tirar conclusões sobre o todo (população) a partir de informações fornecidas por parte representativa do todo (amostra).
População – é o conjunto de portadores de, pelo menos, uma característica comum; é a totalidade de indivíduos, escolhidos de acordo com o objetivo da pesquisa.
Ex: estudantes (característica comum: estudam).
É necessário, porém, existir um critério de constituição da população.
Ex: estudantes do ensino fundamental, estudantes universitários, etc.
Amostra – é uma parte da população capaz de representá-la como um todo. Deve contemplar todos os diferentes tipos de indivíduos que fazem parte da população a ser pesquisada.

Tipos de Amostras:
a) Amostra Probabilística – os elementos são conhecidos e todos os componentes da população têm probabilidade de serem selecionados para a amostra.
Ex: lista de alunos da classe.
Forma de seleção: aleatória, por sorteio.

b) Amostra Não-Probabilística – os elementos não são conhecidos.
Ex: moradores de um bairro.
Forma de seleção: por cotas de acordo com o perfil da população.

Quando se conhece a composição da população (quanto ao sexo, idade, escolaridade, etc.) utilizam-se cotas proporcionais a fim de trazer para a amostra o mesmo perfil da população.
Ex: Supondo-se que a população de determinado bairro é composta por 50% de homens e 50% de mulheres, uma amostra de 100 casos, teria 50 homens e 50 mulheres.
Outro exemplo: numa escola de 900 alunos em que 540 são meninos e 360 meninas, uma amostra proporcional estratificada de 10% seria seria constituída por 54 meninos e 36 meninas.

Quando não temos informações sobre o perfil da população, podemos utilizar as seguintes formas de seleção:
a) acidental, identificando pessoas ou lugares compatíveis com o público-alvo. Ex: numa pesquisa de satisfação sobre a feira semanal realizam-se as entrevistas entre os usuários da feira. O número de entrevistas é definido de acordo com os objetivos da pesquisa.
b) por amostra intencional, identificando as pessoas segundo um perfil estabelecido. Ex: No projeto “Gravidez na adolescência: o que tenho a ver com isso?” (Nepso, 2004) foram entrevistadas 8 adolescentes grávidas, identificadas pelos alunos pesquisadores.
O tamanho da amostra depende:
a) do grau de confiança que se quer obter;
b) do detalhamento desejado na análise de resultados;
c) dos recursos humanos e materiais disponíveis.
Por que...
Na pesquisa escolar, mais importante que o rigor científico é a exploração de possibilidades trazida pela pesquisa (Manual, 2002, pag. 71).

Referências Teóricos

- CARBONARA, Vanderlei. A pesquisa na vida universitária. In: BUOGO, Ana L. CHIAPINOTTO, Diego. CARBONARA, Vanderlei (Orgs.). O Desafio de Aprender: ultrapassando horizontes. Caxias do Sul: Educs, 2006.

- STECANELA, Nilda. A organização do ensino e seus elementos constitutivos. In: STECANELA, Nilda; MORÉ, Marisa Mathilde; ERBS, Rita Tatiana. Fundamentos da Práxis Pedagógica v.2: Pedagogia. Caxias do Sul : EDUCS, 2006. (p.161-180).

- MONTENEGRO, Fábio; RIBEIRO, Vera Masagão. Nossa escola pesquisa sua opinião: manual do professor. São Paulo: Global, 2002.

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